Bioque Mesito


24/10/2007


sobre filmes que marcaram, pirataria e algumas poucas horas de sono

 

 

 

é raro eu assistir a um filme completo na televisão (inclua-se aqui os filmes da tv fechada hbo, axn, fox, tnt e etc). ultimamente, o cinema que passam para a gente assistir não é lá essas coisas. as locadoras de vídeo estão sofrendo as baixas da pirataria, e algumas que possuíam uma boa mostra de filmes, a maioria fechou as portas, infelizmente. mas ainda podemos deliciar algumas preciosidades perdidas pelas poucas, porém maravilhosas salas de cinema e/ou videolocadoras.

 

 

 

                   

 

 

 

filmes como ‘pelle – o conquistador’; ‘cinema paradiso’; ‘jesus de montreal’; ‘morangos silvestres’; ‘2001 – uma odisséia no espaço’; ‘amacord’ marcaram muito a minha existência. serviram para que eu acreditasse que ainda há um motivo para se acreditar na vida.

perco, às vezes, horas de sono e até amanheço quando tem um filme bom para assistir. já tive uma mulher que dormia e babava todo o sofá, enquanto eu assistia, de madrugada, filmes de duas ou três horas seguidas.

 

 

                          

 

 

 

falam atualmente muito sobre o filme ‘tropa de elite’. sinceramente, não sou muito chegado a este tipo de roteiro de filme, mas até que ele me convenceu. porém, a maior parte das pessoas que o assistiram narram como se fosse um filme épico. não é verdade. é um filme com estereótipos já explorados em outros filmes brasileiros, apenas com um diferencial: trata de um tema recorrente em nosso país – a violência. no mais é só isso.

 

 

 

cena do filme 'tropa de elite' 

 

 

sou fiel aos filmes em que o roteiro apresenta um algo mais. roteiros que me instiguem a procurar referências depois de assisti-lo. o brasileiro tem ainda muito o que aprender com filmes de verdade e repudiar os enlatados estrangeiros e brasileiros que congestionam as prateleiras e bancas de camelôs por aí.        

Escrito por Bioque Mesito às 00h30
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22/10/2007


a necessária feira de livros de são luís

 

 

 

a primeira feira do livro de são luís já estava na hora de acontecer. na verdade, já estava passando do tempo. no domingo (21/10) aconteceu um bate-papo muito interessante, envolvendo dois expoentes da poesia contemporânea de são luís: antonio aílton e fernando abreu. eventos como estes devem ser incentivados para que possam fomentar a cultura e incentivar às pessoas para o processo da leitura e sua reflexão. uma pátria de leitores melhoraria o nível sócio-cultural da população.

Antonio aílton que em breve lançará seu segundo livro de poesias, prêmio cidade do recife de poesia (isso mesmo, os poetas maranhenses também ganham concursos fora do estado), comentou sobre o processo de criação e o cenário atual de nossa literatura.

 

 

      

            o poeta antonio aílton     

  

  

fernando abreu, que é um sobrevivente da década de 80 (da conhecida ‘akademia dos párias’) e já possui lançados dois livros de poesia, com destaque para ‘relatos do escambau', também relatou suas experiências com o ato do fazer literário e o cenário da poesia local.   

 

 

           

            o poeta fernando abreu

 

 

a feira também já contou com ilustres representantes  como foi o caso de thiago de mello, que em entrevista ao jornalista, do jornal pequeno, manoel dos santos neto falou da importância de uma feira como esta e do prazer de voltar à cidade de são luís após quase duas décadas.

 

 

o poeta thiago de mello entrevistado por manoel

santos neto, com registro fotográfico de g. ferreira

 

 

outro ponto importante nesta feira é a organização e infra-estrutura. com estandes de várias editoras de todo o país, os escritores locais recebem destaque. apesar de que grande parte dos nossos escritores não ter sido lembrada para compor a equipe de homenageados, como são os casos de salgado maranhão, chagas val, cunha santos, morano portella, dentre outros.

uma iniciativa muito interessante foi o relançamento de algumas edições do suplemento literário 'guesa errante', que é encartado no jornal pequeno. durante o período da feira vários exemplares serão distribuídos gratuitamente, sobre a vida e obra de importantes representantes da literatura maranhense, entre eles gonçalves dias, sousândrade, josé chagas, aluísio azevedo, dentre outros.   

esperamos tão-somente que esta iniciativa, do prefeito tadeu palácio, não caia no desuso, como aconteceu com o encontro internacional de música. são luís vive e respira poesia, literatura e beleza. parabéns para nossa cidade. ela merece e  também todos os escritores que compartilham seus sentimentos literários.

Escrito por Bioque Mesito às 23h42
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09/10/2007


o começo do fim de tudo

 

  

 

 

 bioque mesito na redação do jp

 

 

na verdade eu sempre quis escrever sobre os mais diversos assuntos. mas quando comecei a trabalhar na redação do jornal pequeno, essa vontade aumentou ainda mais. minha visibilidade de escritor se viu fascinada a tecer comentários vários.

é com este ímpeto que começo a partir de agora a escrever um pouco de minha história. quaisquer sugestões, comentários e/ou críticas podem ser feitas para que melhor possamos nos entender.

sejam bem-vindos a este pequeno diário de minhas andanças por este mundo.

Escrito por Bioque Mesito às 21h24
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