sobre filmes que marcaram, pirataria e algumas poucas horas de sono
é raro eu assistir a um filme completo na televisão (inclua-se aqui os filmes da tv fechada hbo, axn, fox, tnt e etc). ultimamente, o cinema que passam para a gente assistir não é lá essas coisas. as locadoras de vídeo estão sofrendo as baixas da pirataria, e algumas que possuíam uma boa mostra de filmes, a maioria fechou as portas, infelizmente. mas ainda podemos deliciar algumas preciosidades perdidas pelas poucas, porém maravilhosas salas de cinema e/ou videolocadoras.

filmes como ‘pelle – o conquistador’; ‘cinema paradiso’; ‘jesus de montreal’; ‘morangos silvestres’; ‘2001 – uma odisséia no espaço’; ‘amacord’ marcaram muito a minha existência. serviram para que eu acreditasse que ainda há um motivo para se acreditar na vida.
perco, às vezes, horas de sono e até amanheço quando tem um filme bom para assistir. já tive uma mulher que dormia e babava todo o sofá, enquanto eu assistia, de madrugada, filmes de duas ou três horas seguidas.

falam atualmente muito sobre o filme ‘tropa de elite’. sinceramente, não sou muito chegado a este tipo de roteiro de filme, mas até que ele me convenceu. porém, a maior parte das pessoas que o assistiram narram como se fosse um filme épico. não é verdade. é um filme com estereótipos já explorados em outros filmes brasileiros, apenas com um diferencial: trata de um tema recorrente em nosso país – a violência. no mais é só isso.

sou fiel aos filmes em que o roteiro apresenta um algo mais. roteiros que me instiguem a procurar referências depois de assisti-lo. o brasileiro tem ainda muito o que aprender com filmes de verdade e repudiar os enlatados estrangeiros e brasileiros que congestionam as prateleiras e bancas de camelôs por aí.



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